D&DNext- Modularidade?

modularity

Há poucos dias foi anunciada oficialmente a próxima iteração de D&D. Por falta de nome melhor, a chamamos de D&DNext. A promessa do time de desenvolvimento é entregar um sistema que contemple o que um arco de jogadores de 40 anos considera “seu” D&D. Considerando as diferenças enormes entre as sucessivas “encarnações” do sistema, isso está bem longe de ser fácil.

Entretando, uma palavra mágica está sendo usada para tentar explicar como essa proeza será alcançada: Modularidade. O novo sistema incluirá o que cada edição teve de melhor e permitirá que cada jogador e DM use o que achar adequado para o seu jogo de forma que cada mesa será única mas compatível com as demais.

Mas o que é modularidade, afinal?

Modularidade supera o conceito de linha de produção na qual um produto passa sucessivamente por diferentes setores e é transformado ao longo do processo. Atualmente os produtos físicos e mesmo simbólicos, são produzidos por diferentes fornecedores o que exige um alto nível de coordenação para que as diferentes partes se integrem em um todo harmônico e funcional.

Mas como conseguir isso em um sistema de jogo que passou por sucessivas reformulações que pretendiam superar as deficiências da anterior inclusive negândo-as, sendo que não se pode descartar nenhuma a priori para não correr o risco de afastar seus fãs?

A Wizards sempre usou o recurso de relançar versões de aventuras consagradas como forma de manter a identidade da marca em suas sucessivas versões:

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O respeito às raízes do jogo ou ao menos o desejo de construir sobre elementos consagrados podemos ver no planejamento do próximo D&DExperience no final deste Janeiro. No evento será jogada a aventura Caves of Chaos, adaptação da antiga Keep at the Boarderlands, e na qual serão demostradas as novas regras do sistema.

Testers que já tiveram a oportunidade de experimentar o que vem por aí, dizem que o sistema tem um ar retrô e um sistema de combate fluido que pode integrar crescentes níveis de dificuldade para agradar a todos os estilos dos jogadores e DMs. Tentativas de levar elementos de um setting para outros não são incomuns ou recentes, vejam por exemplo a Dragon 315, na qual se estudam elementos marcantes de vários cenários não suportados pela 3Ed e orientando como adaptá-los. Temos o mago defiler de Dark Sun cujos poderes são alimentados consumindo toda a vida ao redor. É um personagem poderoso mas que levanta interessantes questões interpretativas. Tentar fazer a mesma integração na escala gigantesca que assumiu o D&D ao longo de sua existência e, no mínimo, um desafio enorme e vai exigir uma grande capacidade gerencial conciliar as expectativas de todo o mundo e para não terminarmos com um monstro de frankenstein.

Henry Ford dizia que se tivesse consultado o público para saber o que ele queria, teria ouvido que eram necessários cavalos mais rápidos. Ouvir Homer Simpson resultou nisto:

 
Publicado em: 11 jan 2012 por: | Este post tem 3 Comentários.
Categorias: D&D, Opinião

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  • Agora que liguei os pontos. Já joguei essa aventura do DnDNext, mas em AD&D!

    Comentário by Woodstock — 11 de janeiro de 2012 @ 17:28

  • What?!!! Como assim, Woodstock?

    Comentário by daniel — 11 de janeiro de 2012 @ 22:33

  • Keep at the Boardlands e Caves of Chaos existiram no AD&D 2nd Edition e estou jogando uma campanha nesse sistema que passou por lá!

    Comentário by Woodstock — 13 de janeiro de 2012 @ 9:05

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