Salve, salve galera. Resolvi aproveitar a data – 31/12 – e deixar aqui registradas as minhas impressões sobre Old Dragon.
Vamos lá. A primeira coisa que você precisa saber sobre OD é que ele é um RPG do tipo “old school” . Mas o que seria um old school? Simples, já ouviu falar em AD&D? Pois bem, tem uma galera velha de casa que começou jogando esse tipo de RPG, e o old school nada mais é do que uma volta à origem.
Mas qual a diferença principal entre um RPG old school e um “moderno”?
Nos RPGs contemporâneos temos heróis com diferentes poderes e “sabores”, um guerreiro não bate com sua espada, ele usa um poder ilimitado que deixa o alvo caído e tonto. Ou seja, há uma valorização nos poderes de cada herói e em como esses poderes alteram a realidade do jogo.
Já no OD o que realmente altera o jogo é a criatividade do jogador. Como assim? Imagine a seguinte cena:
É uma sala iluminada por 3 tochas, tendo apenas uma mesa com 3 cadeiras e dois orcs próximos à mesa debatendo sobre os espólios de guerra.
Num RPG atual a cena se desenvolve com o jogador tirando sua iniciativa e usando um poder de ataque. Em OD, seria mais ou menos assim:
O PJ tenta pegar uma tocha enquanto outro arremessa um frasco de óleo que se parte nos orcs encharcando-os. Nesse mesmo instante um dos PJ cria uma distração jogando a mesa nos orcs enquanto o primeiro arremessa a tocha. Depois disso, espadas são sacadas.
A criatividade é o fator mais importante em OD já que todos os PJs quando começam suas aventuras podem ser facilmente mortos por kobolds!!! Como o próprio livro de OD informa, se há uma situação que envolva risco de morte para o personagem, é bem provável que isso ocorra.
Ok, mas por que alguém jogaria um jogo onde os recursos são poucos e os desafios inúmeros? Creio que primeiro pela necessidade de ser criativo, em OD você é obrigado a pensar fora da caixa, ou seja, pensar em tudo que seu personagem pode fazer e que não está limitado a uma ficha.
E segundo, porque quanto maior o desafio maior o prazer de superá-lo. Montar estratégias criativas, pensar fora da caixa e ver que tudo isso tem um efeito em jogo é realmente satisfatório.
Um outro aspecto muito bom em OD é que o livro básico – além de ser barato e simples de ler – tem em si tudo o que se precisa para começar a jogar.
Vale a pena também dar uma olhadinha no site da RedBox Editora – não vou colocar o link aqui, já que eles estão reformulando o site – pois lá existe a versão pocket de OD, aventuras grátis para baixar e personagens prontos. Ou seja, o suporte é bom, além de que sempre é possível conversar com os autores de OD via twitter, ou com o Tio Nitro, e tirar sua dúvidas, se eles não estiverem muito ocupados é claro, mas isso é outro problema.
O livro é feito com regras para os personagens chegarem até o 20º nível. As classes são 4: clérigo, homem de armas, mago e ladrão. As outras classes – como ranger, paladino, necromante etc – podem ser adquiridas como especializações no 5º nível. Temos capítulos só sobre monstros, magias e itens.
Para montar a ficha é necessário apenas 3d6 e seguir o que é dito nas tabelas sobre cada classe. Nada complicado.
O tamanho reduzido do livro também é uma vantagem já que ele pode ser carregado sem criar muito volume na mochila, sendo ideal para convenções e afins.
Vale frisar que OD é um RPG no formato clássico onde o jogador era mais importante que a ficha do personagem, por isso à primeira vista pode ser um pouco assustador e limitador para quem não está acostumado com isso.
Para que gosta segue a ficha técnica:
OD tem 170 páginas, incluindo as capas cartonadas coloridas, com miolo em preto e branco, em formato brochura com 21×14 cm, bem menor que o padrão para livros de RPG. O livro tem uma introdução, nove capítulos e seis apêndices, com índice remissivo.
Aviso que esta é uma resenha com forte apelo pessoal escrita por quem é fã do gênero, por isso, não busquem imparcialidade porque não há.
Se você curtiu, prepare-se que em breve OD estará bem perto de você!!! Afinal de contas, os dragões antigos são os mais legais de matar!!! E isso não inclui a Dercy.
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Muito boa a resenha
É ótimo ver outros jogos fora do eixo D&D4 e Pathfinder no site do RPGArautos, assim como foi a adição de Rastro de Cthulhu aos jogos dos eventos.
Parabéns Palada
Comentário by carok1000 — 1 de janeiro de 2012 @ 10:34
Oi, Paladino!
Acho que o OD preenche muito bem um nicho que é o de lançamentos de preço acessível e baixa curva de aprendizado (ainda que eu tenha achado que o livrinho complica de vez em quando…). Quanto ao público Old School, acho que isso vai mais pelo grupo e menos pelas regras, é só ver como cada mesa dos encontros da RPGArautos é diferente mesmo quando se joga o mesmo sistema ou aventura.
Acredito que fazem mais falta sistemas econômicos e com bom suporte (eu mandei uma errata que foi corrigida no pdf mas não vi errata para imprimir). A grande sacada da RS é manter o conjunto do jogo acessível para um público duro (jovens) e o público que gosta de experimentar mas que não está interessado em gastar muito com isso. Eu até pensei em ir para Pathfinder, mas gastar centenas de reais para algo que não é fundamentalmente novo, não me animou.
Por último, o gostinho retrô me seduz (eu gosto das experientes…).
Desejo sucesso à Red Store!
Comentário by daniel — 1 de janeiro de 2012 @ 21:42
Valeu pelos comentários galera e concordo contigo Cenoz, o fato de ter um valor monetário baixo ajuda em muito a vender o jogo! Tanto que com R$60,00 você pode chegar a levar 2 ou 3 livros. Agora pergunta na concorrência o que se faz com R$60?!
Em breve resenha de Defensores das Terras das Fronteiras…e quem sabe mestro ele um dia desses
Comentário by paladino_san — 3 de janeiro de 2012 @ 8:18
Opa! Se rolar, já inscrevo meu ranger!
Comentário by daniel — 3 de janeiro de 2012 @ 8:50