Plague of Shadows

Introdução
Um grupo de aventureiros circula por mundos imaginários e os altera a cada instante, derrotando grandes vilões e seus poderosos monstros. Salvam donzelas e impedem reinos de tombarem. Mas depois de tanto fazerem, um dia eles encerram suas carreiras e assumem novas posturas. Viram reis, instrutores, mitos ou lendas. Mas quem conta suas histórias nesse instante?

Plague of Shadows, de Howard Andrew Jones, é um livro que foca nessa brecha. Elyana, uma elfa ranger, mantém contato com Stelan, hoje barão de um considerável pedaço de terra, exercendo papel muito mais burocrático do que seu passado exigia, com uma espada na mão. Arcil, o antigo mago do grupo, é o vilão! Sua moral sempre foi muito dúbia e isso incomodava alguns dos aventureiros. Ao longo da história surge o bardo, Vallyn, que administra uma taverna.E um modo interessantíssimo de abordar essa relação, esse convívio anos e anos depois da ruptura do bando, é com capítulos de flashback, rememorando para os personagens e contando para o leitor detalhes do que ocorrera entre aqueles aventureiros.

História
Elyana é instrutora do filho de Stelan. Tudo se começa com o barão Stelan, antigo companheiro e amante de Elyana, sofrendo um grave mal. A elfa, Elyana, é distraída por ataques selvagens, com objetivo de a atrasar. Quando chega à residência de Stelan, o barão estava em estado crítico. Acaba descobrindo que uma maldição atacou o antigo companheiro, sem que qualquer clérigo conseguisse salvá-lo.

O causador foi Arcil, antigo mago do grupo. Stelan recusou-se a fornecer algo que ele queria muito, sem explicar bem qual o motivo, e o mago o atacou. Restou a Elyana duas opções: entregar o que Arcil, irredutível, exigiu ou buscar tal coisa por si só. Lógico que a vida de aventuras demandou essa segunda opção.

Em companhia do filho de Stelan, do meio-orc capitão da guarda e de um excêntrico mago humano, ela inicia a missão. Ao longo de terras inóspitas e perigos inimagináveis, o grupo busca detalhes de um artefato mágico que nem imaginam o que faz.

Galt
Boa parte da trama se passa nesse pedaço de Golarion. É um local bastante curioso e incomum, mesmo dentro dos diversos e inúmeros mundos que compõe as mesas de RPG. Lembra um pouco a França, durante a Revolução Francesa, especialmente na época do terror. Em muitos detalhes a coincidência é nitidamente proposital.

Galt era dominado pelo Império de Cheliax. Contra a crueldade desses governantes, Hosseter, um filósofo, escreveu ensaios que criaram dissidências por todas terras. Em paralelo, o poeta Jubannich escreveu seu próprio ataque a Cheliax. A rebelião tomou conta e esses dois grandes nomes formaram um conselho revolucionário. Mas poucos anos depois um novo grupo de revolucionários derrubou os mentores da revolução, gerando nova ordem. E assim segue, até a presente data, rebelião atrás de rebelião.

E cada um que caiu teve um mesmo destino: a guilhotina. Conhecidas como “Final Blade”, esses aparados são usados para decapitar os inimigos da revolução… da revolução que comanda naquele instante o país! A lenda diz que a lâmina das guilhotinas aprisiona a alma daquele morto por elas.

Plane of Shadows
Elyana tem, como resquício de sua vida de aventureira, um anel. Ele permite viajar ao plano das sombras, onde tudo é diferente. As distâncias nem sempre são as mesmas, podendo ser mais rápido ou mais demorado a depender da vontade dos envolvidos. As cores são menos vívidas, se é que existentes. E os perigos são bem mais graves.

Entre os cenários enfrentados pelo grupo temos um shadow dragon um pouco perturbado. Bastante poderoso, mas em busca de desafios e diversão.

Uma torre guarda o artefato que o grupo busca. Nesse local, além de morte, o grupo descobre traições e que nem sempre o que consideramos certo é verdadeiro. E essa é a grande mensagem debatida entre deslocamentos planares. Afinal, amigos de longa data nem sempre realmente o são, fins dos vilões não são tão maus quanto parecem e a emoção humana é capaz de realizar coisas que a razão não tem competência para explicar.

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Publicado em: 22 dez 2011 por: | Este post tem 0 comentário.
Categorias: Destaques, Literatura, Pathfinder, Resenha

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