Bom, agora que Dark Sun está chegando, acho que vale a pena uma resenha da pentalogia mais clássica deste cenário. Apesar de Dark Sun existir desde a segunda Edição de AD&D e que a série em questão foi publicada na década de 90, mesmo assim acho que vale apena uma resenha. A Pentalogia do Prisma foi escrita pro Troy Denning descreve as aventuras em Athas o mundo de Dark Sun.

Uma prévia para aqueles que nunca ouviram falar, o cenário de Dark Sun é um mundo árido e pequeno (a parte conhecida pode ser cruzada a pé em menos de 2 semanas) e é margeada a leste por um oceano de lodo (Silt) e uma cadeia quase instransponível de montanhas ao oeste, mas a grande maioria que conseguiu atravessar não voltou para contar o que tem do outro lado. O mundo é praticamente desprovido de vegetação e metais e água são recursos escassos, a ponto de uma adaga de ferro valer o preço de5 escravos (e acredite é bastante). Basicamente os grandes agrupamentos de pessoas formaram cidades estado que são controladas por um monarca e seus templários, sendo que estes controlam a ordem da cidade de forma opressiva e corrupta.
Voltando ao livro, a estória se passar na cidade de Tyr (mera coincidência com a Divindade de Forgotten, apesar de que existe uma corrente que afirma que Dark Sun é uma Faerun num futuro apocalíptico, mas isso é para outra conversa). Nesta cidade seu monarca Kalak se prepara para finalizar sua maior obra dos seus mil anos de reinado, seu Zigurat, uma super estrutura que servirá como arena para uma gigantesca batalha de gladiadores escravos, o premio ao vencedor será a liberdade, honra e glória. Muitos gladiadores se preparam para o cobiçado premio e entre eles estão os gladiadores do Templário Tithian: o mul Rikus, a humana Neeva, a halfling Anezka e a meio elfa Sadira, esta ultima na verdade, além das habilidades de gladiadora, também é muito habilidosa no uso de magia, ensinada desde pequena pelo mago Ktandeo, ela aprendeu a usar magia, utilizando a força vital a sua volta como mana, porém sem destruir ou matar a vida ao seu redor como muitos magos do passado fizeram, e que tornou Athas na desolação que é hoje.
Kalak está preocupado com o término de seu Zigurat e pede a Tithian que supervisione pessoalmente a construção da obra, dizendo que ele pode utilizar os recursos que achar necessário e ao mesmo tempo encontrar os membros da Aliança do Véu, um grupo que resiste ao governo opressor de Kalak e faz tentativas para impedir o Rei-bruxo de conseguir construir sua obra prima e destroná-lo de Tyr. Tithian então confisca todos os escravos de todos os nobres, incluindo os de seu amigo o senador Agis de Asticles, amigo de infância de Tithian e um poderoso psionico. Agis que tem uma postura muito mais equalitária que seus pares, acredita que em tratando bem os seus escravos, eles nunca se voltarão contra ele e trabalharão mais motivados.
Enquanto Agis procura uma solução para o seu problema de mão de obra, os gladiadores de Tithian, enfrentam seus próprios problemas. Em uma batalha treino contra uma das criaturas monstruosas de Tithian, todos os gladiadores são muito feridos, principalmente Rikus. Sadira então demonstra pela primeira vez em público que possui poderes mágicos, para o espanto de todos e assim salva Rikus, porém decretando imediatamente a sua prisão, pois magia é só permitida aos templários e ao rei. Entretanto Sadira consegue fugir e vai a procura de Katndeo, seu antigo mentor. Infelizmente, antes de conseguir contatar Ktandeo, ela é capturada por mercadores de escravos e acaba sendo levada aos leilões de Escravos dos elfos de Tyr.
Neste meio tempo Agis se encontra com outros senadores que pensam numa maneira de acabar com a apreensão de seus escravos por Kalak. A reunião se encerra com uma comoção próxima ao local da reunião gerada pelos templários de Kalak e os mendigos do mercado élfico. Agis então se dá conta de que a única maneira de combater o rei é se juntando com a Aliança do Véu, e após uma série de investigações, acaba se encontrando com Ktandeo, que desmente qualquer ligação com tal grupo e está indo comprar Sadira que será vendida no leilão de escarvos. Agis para tentar provar a suas intenções compra Sadira no leilão usando de todos os seus recursos monetários e psionicos para logo em seguida dar a liberdade para Sadira e assim provar suas intenções. Seu plano funciona e logo ele está conversando com Ktandeo e Sadira sobre o plano da Aliança do Véu, matar Kalak utilizando uma arma especial, uma lança que está sendo preparada especialmente para matar o rei. Porém somente uma pessoa teria a força para usar tal arma. O mul Rikus.
Os templários de Tithian localizam Agis, Sadir e Ktandeo, e durante a busca Ktandeo se sacrifica para que os dois possam fugir. Antes de morrer Ktandeo dá a Sadira seu cetro, onde ela pode usar os poderes dele para disparar magias mais fortes de destruição, mas pede que ela use com cuidado, pois drenar a fora vital em volta, deve ser feita com cuidado ou ela será absorvida pela escuridão de seus próprios poderes. Por fim, ele também informa onde Sadira poderá obter a arma que matará Kalak. Uma vila de halflings do outro lado das montanhas a oeste de Tyr.
Agis e Sadira tem pouco trabalho para salvar Rikus, Neeva e Anezka. O maior trabalho é Sadira parar os constantes conflitos entre Agis e Rikus , pois ambos disputam o amor da bela feiticeira.
A travessia entre as montanhas é difícil de traiçoeira, quase mortos pela fadiga, falta de água e o sol escaldante, por fim o grupo finalmente chega do outro lado, e para a grande surpresa, eles vêem uma grande floresta, verde, viva e cheia de água, algo inimaginável, para quem viveu toda sua vida nas planícies estéreis de Athas. Por fim, eles encontram Nok, o líder dos Halflings. Este testa o grupo para ver se eles possuem o que se faz necessário para derrotar Kalak. E após provarem o seu valor, a eles é entregue a lança que deverá ser arremessada por Rikus no coração do rei-bruxo e assim libertar Tyr de mil anos de opressão.
Ao voltar, os heróis se encontram com Tithian, este concorda em ajudar a depor o rei, pois sabe que se ajudar ou enfrentar Kalak, de qualquer maneira ele será morto por seu senhor, então ajuda os heróis a se infiltrar nos jogos de gladiadores e assim frustrar os planos do rei.
O plano de kalak é simples, Tithian deve trancar os 40.000 expectadores no Zigurat e garantir que ninguém fuja. Kalak então fará um ritual que matará todos no Zigurat e com a energia vital da multidão, se transformará num Rei dragão. A criatura mais poderosa de Athas. Antes de iniciar o ritual, Sadira, Agis e Tithian quebram as defesas psionicas e mágicas de Kalak, abrindo uma brecha que permite a Rikus disparar a lança mágica de Nok bem no coração do rei. Apesar de mortalmente ferido, Kalak foge para o seu santuário a fim de terminar o ritual. Este, porém é seguido pelos heróis, aproveitando a confusão e desespero do povo aterrorizado pelo atentado ao rei.
Por fim, após uma batalha terrível, Rikus e os demais conseguem finalmente derrotar Kalak. A dúvida que fica é quem colocará ordem em Tyr uma vez que o rei morreu. Então Tithian pega a coroa caída de Kalak e se declara o novo rei.
Isso termina o primeiro livro da Pentalogia do Prisma.
No próximo Mês seguimos com “A Legião Escarlate”.
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